quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

"aut minus animi, aut plus potentiae"
... fica o conselho...
tirai as vossas conclusões!

sábado, 3 de Outubro de 2009

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
tornar-se um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009



PQP Insónia

Assim foi e como foi será…nada a fazer!
Melhor ainda, é e vai continuar a ser…insistente, determinada e arrogantemente prepotente, teima em violar o meu sono e merecido descanso.
Meditação, respiração profunda, sexo, mais sexo, álcool, mais álcool, tv desinteressante, concentração, posição yoga, leitura, pesquisa na net…e por aí adiante…PQP a insónia!
Estou cansado.
Quero dormir.
QUERO DORMIR!!!!!!
Se calhar estou doente, algum vírus estranho que me atacou e contagiou e agora sofro desta maleita ingrata e dolorosa que não me autoriza a dormir…
Acho que vou entregar-me aos famosos prazeres da droga. Vou visitar um médico que me compreenda ou então tenho sempre a alternativa de comprar qualquer coisa pesada ao XXXXXX, que não quero identificar aqui.
António Rios

sexta-feira, 31 de Julho de 2009



irresistíveis e deliciosas obscenidades...

secreta lascívia que me corrompe e deprava...

a minha alma perdia algures

o meu corpo sinto-o só e contigo

gozo o gozo de gozar e ...

quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Maldito carrasco


Hoje lembrei-me da guerra e não gostei!
...
Estou imóvel, só, a grande distância dos meus e com um "assassino, inimigo e terrorífico" alvo sob a mira para abater. Passaram-se 10 horas (ou mais, sei lá), não me mexo, respiro tranquilamente, devagar, silenciosamente, quase adormecido...no entanto atento...está quase e perto o toque fatal no gatilho.
Espero pela ordem que cumprirei sem hesitação, aqui escondido e coberto pelo arvoredo espinhoso que me tortura mas também protege e mantem-me invisível... melhor camuflagem não é possível.
Não se apercebe a vítima, encontra-se ali a escassos 80 metros junto a outro coitado que provará do mesmo. Sentem-se seguros os mancebos escondidos pela erva alta e espessa, estão condenados e não sabem...coitados mas afortunados porque não terão tempo sequer de perceber porquê.

Deus me perdoe!
...




terça-feira, 7 de Julho de 2009


quinta-feira, 25 de Junho de 2009

...

...entre espasmos descontrolados e dominada pelo desejo, tentava em vão puxar o meu corpo contra o dela. Com uma mão pela nádega e outra pelo ventre, coloquei-a de costas e logo esta se ergueu posicionando-se rendida e subserviente à minha vontade. Oferecia-me a carne, rosada, molhada e procurava gulosamente o meu pénis...deixei que o tocasse, sentisse... pelos cabelos longos e negros aproximei-a de mim e permiti que a sua boca provasse o meu prazer...

...continua...talvez

António Rios

terça-feira, 2 de Junho de 2009

...



Castrado de emoções perdi o restante.
Perdi a vontade, o raciocínio, a inspiração e a criatividade.
Hoje tenho fome! Tenho muita fome e não é de víveres.
Estou faminto por sentir e provar o que não possuo mas desejo intensamente sem entender o que é ou será.
Algo que desconheço me perturba e transtorna e estou impotentemente preso a este silêncio hipnótico que me transforma em moribundo intelectual.
Suo sem sentir calor e tremo sem conhecer o medo.

Estou, sou o que sou… não sou nem estou e assim me perco e encontro.

António Rios

...


Sou prisioneiro de vícios que lentamente e precocemente me matam, no entanto, este cárcere é apetecível e não procuro a chave da porta que me enclausura.
O carrasco mantém-se anónimo e escondido.
Provavelmente, sentirei medo no momento em que conhecerei o fim. Lembrar-me-ei de tantos e todos os outros anteriores em que me ri deste e o meu olhar ainda vivo e sóbrio dirá adeus ou, melhor que isso, … até já!
António Rios

terça-feira, 26 de Maio de 2009

...

...quente, húmida, carnuda e apetecível vulva, onde encostei gulosamente meus lábios sequiosos e deliciados, procurando com a língua sôfrega o seu desesperadamente excitado clitóris.
Gemia e contorcia-se a fêmea, ansiosa por penetração vigorosa e duradoura até ao egoísticamente desejado orgasmo...

...continua...

António Rios

Aos seguidores e visitantes anónimos

Ainda não morri!
Brevemente , voltarei a publicar os meus textos.







domingo, 10 de Maio de 2009

O desafio em acto de coragem...

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sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Não só Vinho, mas nele o Olvido

Não só vinho, mas nele o olvido, deito
Na taça: serei ledo, porque a dita
É ignara. Quem, lembrando
Ou prevendo, sorrira?
Dos brutos, não a vida, senão a alma,
Consigamos, pensando; recolhidos
No impalpável destino
Que não 'spera nem lembra.
Com mão mortal elevo à mortal boca
Em frágil taça o passageiro vinho,
Baços os olhos feitos
Para deixar de ver.


Ricardo Reis, in "Odes" Heterónimo de Fernando Pessoa
Quanto Faças, Supremamente Faze

Quanto faças, supremamente faze.
Mais vale, se a memória é quanto temos,
Lembrar muito que pouco.
E se o muito no pouco te é possível,
Mais ampla liberdade de lembrança
Te tornará teu dono.

Ricardo Reis, in "Odes" Heterónimo de Fernando Pessoa

quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Miss loura USA

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segunda-feira, 13 de Abril de 2009

O voo do moscardo


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terça-feira, 24 de Março de 2009

12º jogo das 12 palavras

Exaustos, imundos e sequiosos PARTILHAVAM irmãmente os poucos víveres que sobejaram e sentiam-se agradecidos pelo pequeno pedaço de pão, seco e bolorento, como se tratasse de VITUALHA digna de reis.
A fome e a sede eram suportáveis a estes habituados à frugalidade, habituados à SIMPLICIDADE e à privação de sono e conforto.
A necessidade de se manterem atentos e despertos não lhes permitia dormirem; o ódio pelo inimigo e o desejo de vingança mantinham nestes homens a CORAGEM e o vigor semelhante à dos heróis cantados em ODES e epopeias.
Junto aos feridos e moribundos um mancebo, criança ainda. Chamavam a este BENJAMIM, pela sua ainda resistente beleza e infantilidade. Tocava uma FLAUTA; sons da sua terra, de sua casa, sons de saudade e de esperança. Contrastavam estas inebriantes melodias com os gritos e gemidos de dor, dos decepados, dos mutilados, dos esventrados, daqueles que perdiam o seu sangue e impotentes e desesperados, aguardavam em agonia arrepiante e assustadora resignação a chegada da morte.
Os mais velhos e experientes, contavam com entusiasmo exagerado e falacioso desta gente à guerra usada, histórias de aventuras e desventuras, de batalhas, glórias, de mulheres e seus encantos, de paixão, de AMOR, de bravura e valentia sem par e sem igual, falavam de honra e de vitórias.
Alguns, mais devotos, oravam aos Deuses, suplicavam por sucesso na batalha que se adivinhava, invocavam protecção divina, entoavam cânticos e invocações mágicas, ancestrais; sobre o inimigo pesada MALDIÇÃO se abateria. Por esta fé, VERDADE insuspeita e inabalável, todo o medo desaparecia e ganhava força o desejo de matar; de viver.
Aproximava-se a hora, brevemente se iriam ouvir os sons das trompetas, sentir-se o peso das armas e frágeis armaduras. Os generais preparavam o embate final, jogando com a vida de seus subalternos, TECIAM planos de combate, decidiam quantos a sacrificar e dividiam entre si o possível espólio da vitória.

O dia nascerá mas sem que se ouça o canto das aves, fugiram para longe em direcção à paz…a última que se viu era um BEIJA-FLOR!

António Rios

quinta-feira, 19 de Março de 2009

Pai


Hoje é dia do pai.
É o dia do meu pai, de outros e tantos pais mas não é meu.
Lembrei-me de ti pequenino, de quase ter sido o teu sem o ser.
Se calhar até fui e acho que ainda sou e continuarei a sê-lo ou quero crer que sim.
Fica a faltar a troca de olhares e sorrisos, o ciúme e o desejo de que fosses verdadeiramente meu e o dia por ser o dia do que não sou.
Ao meu pai agradeço por o ser, a ti por me teres tido como sendo.

António Rios

quarta-feira, 18 de Março de 2009

...


Musa,
amante e companheira,
magoa-me e entristece-me a saudade, perdi-te e fiquei cego sem te ter para me guiares.
Onde estás? porque te escondes?
Trevas malditas, escuridão que consome e apaga a imaginação e os sonhos, que seca os campos outrora férteis de ideias e ideais e me mata a inspiração.
Estou só, sem visão, vagueando aos tropeções no espaço desconhecido, sem rumo a seguir.
Vem musa, ninfa amada, regar meu intimo de criatividade e iluminar minha vida.
(...)

António Rios

domingo, 8 de Março de 2009


domingo, 1 de Março de 2009

Porque hoje te encontrei...

Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

Vinicius de Moraes

Porque se passou outra noite sem ter o prazer de dormir!

Lacrimae Rerum

Noite, irmã da Razão e irmã da Morte,
Quantas vezes tenho eu interrogado
Teu verbo, teu oráculo sagrado,
Confidente e intérprete da Sorte!

Aonde são teus sóis, como coorte
De almas inquietas, que conduz o Fado?
E o homem por que vaga desolado
E em vão busca a certeza, que o conforte?

Mas, na pompa de imenso funeral,
Muda, a noite, sinistra e triunfal,
Passa volvendo as horas vagarosas...

É tudo, em torno a mim, dúvida e luto;
E, perdido num sonho imenso, escuto
O suspiro das cousas tenebrosas...

Antero de Quental

sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Saudades

Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!

Florbela Espanca

quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Tira as tuas conclusões II

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quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Tira as tuas conclusões

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terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Poemas a Cupido

Possessiva

Não quero mais ser
o que queres que eu seja!
Quero ser apenas eu,
tal como gosto de me ver
dentro de um corpo que é meu!
Meu corpo só é teu
quando eu quero que seja!

António Eco, in Poemas a Cupido

segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Profeta

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável.
O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"

Karl Marx, in Das Kapital, 1867

segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Carta a Morfeu (Jogo de palavras)

Carta a Morfeu

Divino,
É o cansaço que me leva a suplicar o vosso auxílio.
O sono abandonou-me e deita-se comigo a insónia que é amante cruel e castigadora, soberana e toda poderosa proíbe-me de descanso merecido.
Não posso nem quero resignar-me a esta situação de desconforto.
Vem Divino Morfeu acompanhar o meu sofrimento, sentir a ansiedade e a dor da solidão. A Vossa ausência obriga-me a ser subserviente a esta condição de permanentemente acordado que me tortura.
Embalai-me como o vento embala os poderosos navios e transportai-me para o mundo maravilhoso dos sonhos, para lá dos Oceanos e mais perto do céu. Só Vós e a vasteza de Vossos celestiais poderes sois capaz de me adormecer finalmente.
O meu corpo oscila e treme na escuridão nocturna, sacudido pelas batidas ensurdecedoras do meu coração desesperado.
Dizei-me pois Ò Divino qual o sacrifício, qual a oferenda que pretendeis deste Vosso humilde servo, para que Vossa companhia torne a alegrar as minhas noites. Dai-me uma missão, ordenai e sereis obedecido e prometo-vos aproveitar essa dádiva com todas as minhas forças.
Vingai-me desta mal amada insónia que como um tigre me tem prisioneiro em suas impiedosas garras e abençoai-me com a Vossa presença.
Peço-vos a paz Ò Divino,
somente a paz.

António Rios